Termos e Definições

Fenômeno pelo qual moléculas de uma substância se fixam na superfície de uma outra substância, sem a alteração das suas características.
Borda finalizada de uma unidade de vidro insulado, desenhada para garantir que se reduza ao mínimo a transmissão de vapor de água entre a câmara interna e o exterior da unidade.
Espaço entre as placas de uma unidade de vidro insulado. Ambiente isolado limitado pelo vidro insulado e o espaçador de borda, também utilizado para determinar a distancia entre os vidros da unidade de vidro insulado. Existem dois tipos de distintos de espaçadores utilizados habitualmente na indústria: a.    Espaçador rígido: perfil que contém o dessecante em seu interior com orifícios que permitem que o dessecante entre em contato com o ar do interior da unidade de vidro insulado; ou b.   Espaçador orgânico: perfil flexível que contém o dessecante e selantes incorporados em sua massa.
Componente utilizado para a conexão dos perfis espaçadores nos cantos, quando se utilizam perfis contínuos dobrados.
Capacidade de um material dessecante de adsorver uma quantidade de umidade sob condições ambientais controladas.
O coeficiente de sombra é a razão entre o ganho de calor solar quando transmitido através de um tipo específico de vidro e o ganho de calor solar através de uma lâmina de 3 mm de vidro incolor, sob condições idênticas. Quando o coeficiente de sombra diminui, o ganho de calor também é reduzido, o que representa um melhor desempenho do produto.
É a medida do ganho ou da perda de calor através do vidro devido a diferenças entre temperaturas internas e externas. Tal valor baseia-se nos padrões do National Fenestration Rating Council (NFRC, agência norte-americana responsável pela normatização dos parâmetros da área) para condições noturnas no inverno e diurnas no verão. O valor U é fornecido pela equação BTU/(hr*ft2*°F), no sistema métrico inglês. O valor U é fornecido pela equação W/(m2*°K). Para fazer a conversão do sistema inglês para o sistema decimal, deve-se multiplicar o valor U obtido por 5.6783. O valor U noturno de inverno do NFRC baseia-se na temperatura exterior de 0°F (-17,8°C) e na temperatura interna de 70°F (21°C), com velocidade externa do ar a 12,3 mph (19,8 km/h). O valor U diurno de verão baseia-se em temperaturas externas de 89°F (32°C) e em temperaturas internas de 75°F (24°C), com velocidade externa do ar a 6,2 mph (10,1 km/h) e intensidade da luz solar calculada por 248 BTU/(hr*ft2*°F) (782 W/m2).
Temperatura ambiente de 10oC, com um ponto de orvalho de -5oC, obtendo uma taxa de umidade relativa do ar de 32,8%.
Componente utilizado para juntar duas partes dos espaçadores do vidro insulado, podendo ser reto ou de canto.
A luz visível e a luz infravermelha são uma parte essencial da energia solar, já que representam quase 100% do espectro solar. Por isso, cada uma delas tem um papel importante na hora de selecionar o tipo de vidro a ser utilizado no envidraçamento de uma edificação. Para aumentar seu desempenho térmico, películas de filme ou revestimentos metálicos podem ser aplicados em uma ou mais superfícies do vidro.
Material utilizado no espaçador com função de absorção do vapor de umidade retido no vidro insulado, durante o processo de fabricação ou ao longo de sua vida útil.
Sistema que permite a compensação entre a pressão atmosférica externa e a pressão interna da câmara de vidro insulado.
Quando a energia solar incide em um vidro, partes dela são refletidas, partes são absorvidas e outras partes são transmitidas, segundo a equação de RAT (Figura 1). undefined
Componente de material rígido ou flexível (orgânico), utilizado para separar as placas de vidro insulado e manter a espessura da câmara interna, limitando o selo de borda.
Soma das espessuras das placas de vidro que o compõe mais a espessura da câmara interna.
Qualidade da vedação do vidro insulado que impede a troca de umidade, vapores ou gases entre a câmara e o ambiente externo.
Cada face de um vidro componente, que corresponde a um número, sendo que a face externa (voltada para o lado exterior da instalação) é sempre a face 1. No vidro monolítico a seguinte é a numero 2. Em vidros laminados, somam-se os números das fases de acordo com as quantidades dos vidros que compõem o insulado.
É a parcela da energia solar diretamente transmitida e absorvida que penetra no ambiente através do vidro. Quanto maior o FS, maior o ganho de calor. Esse conceito é conhecido como SHGC (Solar Heat Gain Coefficient), na sigla em inglês.
A condensação se forma quando a temperatura do vidro cai abaixo do ponto de condensação do ar. Para evitar que ela se forme, a temperatura do vidro deve permanecer mais alta que o ponto de condensação do ar ambiente. Vidros insulados reduzem o potencial para a formação de condensação nas superfícies de vidro em ambientes fechados, “isolando” a camada interior do vidro de perdas de calor condutivas/convectivas para fora. Esse tipo de “isolamento”, usando um espaçador de ar entre duas lâminas de vidro, possibilita estabilizar a temperatura interna do vidro. Mas o vidro insulado, por si só, não consegue eliminar totalmente a formação de condensação em climas extremos. Para diminuir esse risco, um revestimento low-e e pode ser aplicado à unidade insulada. • Condensação externa: condensação que aparece sobre a face externa à câmara do vidro insulado. • Condensação interna: condensação que aparece sobre as faces internas à câmara do vidro insulado.
Capacidade de absorção do material dessecante utilizado, depois de ser submetido às condições normais de envelhecimento.
É a razão da transmissão luminosa dividida pelo fator solar. Segundo as especificações do Departamento de Energia dos Estados Unidos, o vidro precisa ter IS igual ou superior a 1,25 para ser considerado um “vidro verde”, ou de espectro seletivo. Tal conceito é conhecido como LSG (Light to Solar Gain Ratio), na sigla em inglês.
A intensidade do som é a quantidade de energia acústica em uma onda sonora e é proporcional à pressão do som.  A medida mais comum de pressão do som é o SPL (sound pressure level), expressa em decibéis. O ouvido humano é capaz de detectar sons muito fracos e fortes. As diferenças entre os sons podem ser drásticas e são descritas como intensidade. As diferenças de intensidade entre os sons fracos e sons altos é semelhante à diferença de peso de um avião de papel e um jato 747. Mas o ouvido não é sensível de forma igual em todas as frequências.  Por exemplo, o nível de pressão do som de dois ruídos diferentes pode ser o mesmo. Um ruído pode ser percebido como alto se a potência do som é concentrada em uma única frequência ou em uma gama de frequências à qual o ouvido é mais sensível. Um outro ruído pode ter uma frequência única ou uma gama de frequências à qual o ouvido é menos sensível. A sensibilidade auditiva é geralmente limitada a uma faixa de 10 Hz a 20.000 Hz, mas o ouvido humano é mais sensível ao som em uma faixa de 500 Hz a 8.000 Hz. Acima disso, nossa capacidade de audição diminui gradualmente. Para acomodar esta sensibilidade, os medidores incorporam um dispositivo de filtragem capaz de fazer a correspondência da variação da sensibilidade do ouvido humano aos sons dentro de um intervalo audível de frequências. Os níveis de pressão sonora são identificados como dB(A) — decibéis.
O calor é transferido de um ponto a outro através de convecção, de condução ou de radiação. A convecção ocorre como consequência de um movimento ascendente de correntes quentes e leves de ar. A condução ocorre quando a energia passa de um objeto a outro. A radiação ocorre quando o calor é enviado através do espaço e consegue chegar a um objeto distante, de onde pode ser refletido, absorvido ou transmitido (Figura 4). undefined
Um nível de pressão sonora de 0 dB não significa que não há som, mas sim que não há som detectável por uma pessoa com audição normal. Sempre que o nível de pressão sonora aumenta 10 dB, a intensidade do som é multiplicada por dez. Em condições normais, um indivíduo com audição normal não pode detectar uma mudança na pressão sonora de 1-2 dB. A diferença de pressão sonora de 3 dB é quase imperceptível. Já uma variação de 5 dB é claramente detectada e uma mudança de 10 dB é percebida em dobro.
A OITC (outside-inside transmission class) é a classificação de transmissão de fora para dentro, usada para avaliar o desempenho de vidros para aplicações externas. Esse sistema de classificação baseia-se na norma ASTM E-1332 e utiliza um espectro de fonte que combina tráfego aéreo, ferroviário e rodoviário.
Para determinar o desempenho acústico de um vidro deve-se considerar tanto a sua aplicação quanto o  sistema de caixilho que lhe dará sustentação. Para cada frequência de som, a redução do som produzida por uma barreira é chamada de perda de transmissão sonora (sound transmission loss, ou STL, na sigla em inglês) naquela frequência. Quando o vidro é aplicado em uma parede externa, a sua STL em várias frequências é medida para determinar a eficácia do envidraçamento. Alguns sistemas de encaixilhamento podem ter um melhor desempenho acústico do que outros em função do projeto. Um atributo importante a considerar é a capacidade de vedação do ar. Sistemas de encaixilhamento que permitem maior infiltração de ar também acarretam maior transmissão de som. Além disso, a pressão sonora contra o caixilho da janela fará com que ele vibre, transmitindo o som para o interior do ambiente. Dessa forma, o desempenho do vidro não é o único fator a ser levado em consideração quando se trata de reduzir a transmissão de som para o interior de uma edificação. A transmissão de som do caixilho da janela irá resultar em níveis mais elevados de transmissão do som através do vidro e da parede.
Folha ou chapa de vidro cortada na medida de seu uso final.
É a parcela de energia solar refletida pela superfície do vidro.
É a parcela de luz refletida pela superfície do vidro.
Quando aplicados aos vidros, os revestimentos low-e refletem a radiação infravermelha de ondas longas, que é invisível a olho humano e gera calor. Tais revestimentos reduzem os ganhos ou perdas de calor nas edificações, ao redirecioná-lo. Além disso, fornecem maior nível de transmissão luminosa, baixa reflexão e reduzem a transferência de calor.
Revestimentos para controle solar reduzem os ganhos de calor através de um alto nível de reflexão e de absorção, fazendo com que o vidro pareça um espelho. A camada reflete e absorve grandes quantidades da luz visível e da luz infravermelha que constituem o espectro solar. Como consequência, os ganhos de calor são reduzidos de forma drástica, mas, em contrapartida, a transmissão de luz através do vidro é menos intensa.
Material orgânico ou inorgânico que, uma vez aplicado, possui as propriedades físicas e químicas (resistência mecânica, resistência a intempéries, adesão, coesão, elasticidade e durabilidade) adequadas para ser utilizado na selagem das bordas.
Selante que é aplicado primeiramente, com a função de atuar como barreira contra o vapor.
Selante aplicado no contorno exterior das unidades de vidro insulado, dando rigidez, estrutura e vedação a umidade, a todo conjunto.
STC (sound transmission classification) é um indicador global, para todas as faixas de frequência, do isolamento oferecido por materiais de vedação. Trata-se de um sistema de classificação desenvolvido pela American Society of Testing and Materials (ASTM), que permite comparar o desempenho acústico de diferentes materiais de envidraçamento.  O STC também é adotado no Brasil pela Associação Brasileira de Normas Técnicas.
É a parcela de luz ultravioleta, próxima da energia infravermelha (300 a 3000 nm), que é transmitida através do vidro.
É a parcela de luz visível (380 a 780 nm) transmitida através do vidro.
A resistência térmica é expressa em ft2*hr*°F/BTU, que é a recíproca do valor U. Quanto maior o valor R, menos calor é transmitido através de materiais vítreos.
Este valor refere-se às condições estabelecidas pela ISO-DP10292 e baseia-se em uma temperatura externa de 5,5°C e temperatura interna de 20,5°C, a uma velocidade do ar de 4,8 m/seg.
É um vidro produzido em processo off-line e que apresenta baixa emissividade, ou seja, não permite a troca de calor entre o ambiente interno e externo. Quando utilizado como vidro duplo, isola termicamente até 5 vezes mais do que um vidro transparente monolítico. Possui aparência de um vidro float incolor, reduzindo a entrada de calor ou frio. Usado no mercado de refrigeração comercial e na construção civil, em fachadas e coberturas.
Também conhecido como vidro refletivo ou de controle solar, oferece uma solução arquitetônica contemporânea, sendo indicado para locais onde há grande incidência de raios solares, como fachadas de prédios, janelas, portas, sacadas e coberturas, pois proporciona melhor conforto térmico. Eles têm a função de reduzir a entrada de calor para o interior do ambiente, além de produzir um controle na entrada da luz para o interior das edificações. Da radiação solar que passa pelo envidraçamento, parte é automaticamente refletida para o ambiente externo, e parte é absorvida pelo vidro, minimizando a quantidade de calor que atinge efetivamente o ambiente interno. Com isso a temperatura interna fica mais agradável e você reduz o consumo de energia elétrica com o ar condicionado e a luz artificial.
É produzido a partir do vidro float, objetivando minimizar riscos em caso de acidentes e quebra acidental. Os vidros de segurança são definidos pela ABNT como sendo “aqueles que, quando fraturados, produzem fragmentos menos suscetíveis de causar ferimentos graves”. Podem ser: temperado e laminado.
Conjunto formado por duas ou mais placas de vidro paralelas, separadas por um espaçador, com as bordas hermeticamente seladas ao longo de todo o seu perímetro, formando em seu interior uma câmara estanque e desidratada. Em alguns casos a câmara pode conter gases inertes para melhorar o comportamento térmico e/ou acústico. É o conjunto de dois vidros separados por uma camada de ar ou gás, conferindo redução na propagação de som, na entrada de calor e uma infinidade de combinações decorativas. Largamente utilizado na construção civil dos países europeus, o vidro duplo está presente no nosso dia a dia, como por exemplo, na porta dos freezers e refrigeradores (com a função de isolação térmica). O duplo envidraçamento pode ser composto por qualquer tipo de vidro, melhorando a performance térmica e acústica. Além disso, pode ser equipado com persianas internas, que dão ao conjunto um efeito estético diferenciado.
O vidro float é um vidro plano transparente, incolor ou colorido, com espessura uniforme e massa homogênea. É o vidro ideal para aplicações que exijam perfeita visibilidade, pois não apresenta distorção óptica, e possui alta transmissão de luz. Constitui a matéria-prima para processamento de todos os demais vidros planos, sendo aplicado em diferentes segmentos e pode ser: laminado, temperado, curvo, serigrafado e usado em duplo envidraçamento. Utilizado na indústria automobilística, eletrodomésticos, construção civil, móveis e decoração.
Conjunto formado por três placas de vidro paralelas, separadas por dois espaçadores, com as bordas hermeticamente seladas ao longo de todo o seu perímetro, formando em seu interior duas câmaras estanque e desidratadas. Em alguns casos as câmaras podem conter gases inertes para melhorar o comportamento térmico e/ou acústico. As unidades de vidro insulado triplo podem variar nos materiais que a conformam, na largura, no comprimento, nas espessuras das duas câmaras de ar e nas espessuras dos vidros insulados. Para aplicação tipo “pele de vidro” o selante secundário deve ser estrutural, de acordo com a ABNT NBR 15737.
O vidro laminado é composto por duas chapas de vidro intercaladas por uma película plástica de grande resistência (PVB - Polivinil Butiral). O vidro laminado é o produto adequado para diversas aplicações, como coberturas, fachadas, sacadas, guarda-corpos, portas, janelas, divisórias, vitrines, pisos e outros, pois em caso de quebra, os cacos ficam presos na película de PVB, evitando ferimentos e mantendo a área fechada até que a substituição do vidro seja realizada. Além disso, o vidro laminado possui outros benefícios, como a redução da entrada de ruídos externos (quando comparado aos vidros comuns) e a proteção contra os raios UV (Ultravioleta), pois o PVB barra 99,6% dos raios solares UV (Ultravioleta), protegendo as pessoas dos danos causados por esse tipo de raio, evitando o desbotamento e envelhecimento dos móveis, cortinas, tapetes e outros objetos.
É o vidro plano, incolor ou colorido, que pode receber diferentes tipos de beneficiamento e é largamente utilizado na construção civil por suas qualidades de transparência, boa resistência e durabilidade.
O vidro temperado é um vidro float que recebe um tratamento térmico (é aquecido e resfriado rapidamente), que o torna mais rígido e mais resistente à quebra. Em caso de quebra produz pontas e bordas menos cortantes, fragmentando-se em pequenos pedaços arredondados.